sábado, 23 de agosto de 2008

UM SOM NA NEVE

Uma música.
De um filme sueco: Arn.
A cantora: Laleh.

A orquestra: London Symphony Orchestra.

Uma boa interpretação, belas imagens de um país frio.
A música: Snö.

Bons momentos.


http://www.youtube.com/watch?v=gH-nywfotBc

Quem é que paga por isso?

Por Ademir Assunção


Hoje vou participar de um bate-papo e de uma leitura de poemas, ao lado de Marcelo Tápia, com mediação de Donny Correia, na Bienal do Livro. A partir das 19h30, no estande da Volkswagen.

Eu vou lá para falar de coisas que levo muito a sério: linguagem poética, visões (e alucinações) de mundo, e vou ler alguns poemas. Mas eu quero falar também de algumas coisas que continuam me preocupando. Cada vez mais.

Talvez por conta desses megaeventos como Bienal do Livro e Festa Literária de Paraty, muita gente pensa que escritores e poetas vivem num mundo de glamour. Bobagem. Literatura exige talento, vocação, seriedade, e também trabalho. Muito trabalho. Ralação. E escritores e poetas são tratados cada vez mais como trabalhadores altamente desqualificados. São cada vez menos respeitados. Na indústria do livro, todos ganham (do gráfico ao editor), menos o escritor, menos o poeta. Essa é que a verdade. Pergunte a um escritor e a um poeta quais são seus direitos. Nenhum.

Noventa por cento do que é vendido, ou que movimenta a Bienal do Livro, é lixo. Digam a verdade. Não me venham dizer que ler livros de merda é bom, que pelo menos cria o hábito de leitura. Todo mundo sabe que não é verdade. Também não me digam que o aumento das vendas da indústria editorial é bom para os escritores e poetas, porque faz com que as editoras possam investir em literatura e poesia de verdade. Conversa pra boi dormir. Esse lixo editorial atrapalha os escritores, os poetas, o público, o país. O público é enganado. O nível cai à estaca abaixo de zero. Quem é acostumado a ler livros enganadores jamais vai gostar de literatura e de poesia de verdade, porque isso exige maior sofisticação, maior cuidado, tanto de quem faz quanto de quem lê. Literatura não ensina ninguém a ser feliz, não traz promessas artificiais de como se dar bem na vida. Literatura e poesia, ao contrário, trazem questionamentos, visões críticas, desconforto até, principalmente num mundo tão injusto, tão esquizofrênico, tão desconfortável.

É por isso que quando apresentamos nossos livros aos editores, principalmente se for um livro de poesia, freqüentemente ouvimos: isso não vende. Por que? Porque estão acostumando os leitores com coisas fáceis, com coisas imbecis. Então, a lógica funciona ao avesso. Quanto mais os livros imbecis vendem, mais a literatura e a poesia de verdade são estranguladas. Isso está acontecendo em escala escandalosa na música. Liguem o rádio, liguem a TV, pra ver se estou falando bobagem. Quando o nível cai abaixo de zero, isso só é bom para quem se pauta apenas por interesses comerciais.

Ninguém vai me convencer que os enlatados americanos fabricados diariamente por Hollywood vão preparar o espectador para um filme de Cassavetes, de Sérgio Leone, de Jim Jarmush, de Kurosawa. Não vão. Ao contrário, vai ter cada vez menos espaço para diretores como esses.

E quem perde com isso? O país. Que vai tendo sua cultura cada vez mais desmilingüida. O público. Que é enganado. E os artistas de verdade, que têm cada vez menos espaço.

Quando se fala em literatura russa se pensa logo em Dostoievski, em Tolstoi, em Tchecov, em Maiakovski, e certamente tem um punhado de autores contemporâneos, produzindo literatura crítica, densa, profunda, que não conhecemos.

E quando se falar em literatura brasileira perante o mundo, vamos falar de quem?

Na indústria editorial, o elo mais fraco é justamente quem produz. É o escritor. É o poeta. Se for crítico, denso, elaborado, então, aí está condenado ao limbo profundo, ao desespero, ao desrespeito total. Viu, ministro Juca Ferreira. Viu, donos de jornais? Viu, editores? Viu, leitores. Isso é sério. Nos ouça.

O escritor e o poeta brasileiros estão sendo calados dentro do próprio país. O que fazem não repercute. Não é debatido. Não alcança o espaço público de verdade. Por conta de toda essa embromação. E some-se aí a total irresponsabilidade das mídias tradicionais. E o silêncio da universidade.

E os próprios escritores e poetas também são responsáveis por isso. Porque não se posicionam, não criticam, não apontam o que está errado, não levantam a voz. Não se fazem respeitar. Se nós não nos respeitamos, vamos esperar que os leitores nos respeitem? Nos leiam? Como?

Isso é sério. Isso é grave. Ou não?


Então eu vou lá na Bienal para falar de poesia, daquilo a que me dedico há mais de 30 anos. Mas vou lá para falar disso também. Para dizer que não concordo. Para dizer que é preciso mudar esse quadro.

Aliás, eu vou lá trabalhar (não vou lá me exibir como um pavão). E eu deveria receber por isso. Ou será que a Volkswagen, que tem um estande na Bienal do Livro, não tem dinheiro para pagar os escritores e poetas brasileiros que vão lá trabalhar?

E vou fazer um pedido público aqui: quem achar que não estou falando besteira, quem achar que esse debate merece ser travado, repercuta isso. Fale. Se posicione. Espalhe. Falar com as paredes é a pior das sensações.

Texto, publicado no blogue "espelunca": http://zonabranca.blog.uol.com.br



Ademir Assunção é poeta e jornalista, autor dos livros LSD Nô, Zona Branca e Adorável Criatura Frankenstein e do cd Rebelião na Zona Fantasma. É um dos editores da revista Coyote.

sábado, 9 de agosto de 2008

CASA DAS MUSAS PEDE PASSAGEM!!!!



Meus amigos.



Escrevendo em primeira pessoa, eu evito, pero no mucho, é porque agora estou influenciada-inspirada-totalmente-apaixonada por uma revista virtual que algum anjo me mandou.

É de Brasília, e tem um título pra ninguém botar defeito: Casa das Musas.
Ponto.

Abri agora de manhã e me dei conta de que não é daquelas publicações pernósticas e acadêmicas onde se discute numa chatura de linguagem coisas que ninguém quer ler (só meia dúzia de pessoas).

Esta revista tem muito cuidado e uma escolha de assuntos fantástica, a seguir:

1. Ítalo Calvino: "Coleção de areia", dá vertigens.

2. Bráulio Tavares: ""Teoria da Inspiração", li com o sotaque nordestino dele, texto verdadeiro, inspiração é transpiração e pronto.

3. Alberto Manguel, tá bem?: "Pecados da omissão", livros que omitimos, este com sotaque portenho, ele deve ter uma voz como a do Cortázar, dio mio.

4. A 1a. Bienal Internacional de Poesia vai ser em Brasília, em pleno planalto central, no mês que vem, setembro, e acho que poderemos fazer uma caravana da Estação das Letras para o evento, cartas para a redação.



5. Agora 7 minutos da sua atenção.

Vou escrever um link num tom esverdeado aqui embaixo, e gostaria que vocês clicassem nele.

http://br.youtube.com/watch?v=a2PEKi5iEZA

"A morte em Morte em Veneza"

Vão ouvir o belíssimo Adagietto da 5a. Sinfonia de Mahler, pela Orquestra da Academia de Santa Cecília.

Vão ver fotos de Andre Kertész.

Vão ler um texto e ver a cuidadosa edição de Gabriel Madeira.

Tudo baseado no filme de Luchino Visconti,

baseado no livro de Thomas Mann, "Morte em Veneza".
Sempre um livro.


Não é engraçado, graças a Deus.

Os que se dopam contra a tristeza, nem abram. Não vale a pena.

Este vídeo é para os que tem uma alma forte, densa e triste. Tudo o que é belo, é triste.


Um beijo ao anjo que me mandou. Enchantée.

Parabéns à Casa das Musas. Faz a diferença!

E - BOOKS, MUITO PRAZER!



Oi, pessoal!

Novidades. Vivendo e aprendendo.

O que você faria se estivesse procurando um livro há 937 dias e de repente topasse com ele ali - bem ali - na frente da sua telinha pessoal? De graça, rápido e em formato pdf, ou em outros menos votados.
Poisé, há anos procurava o livro do Garcia Márquez, "Como contar um conto", em que ele dá todas as coordenadas básicas e elegantes do ofício. Este era um dos que faltava na coleção. Baixei, ficou bonitinho. Depois você pode imprimir. Infelizmente você não tem um livro, mas pode lê-lo, com ele nas mãos, melhor é impossível, pois nunca o vi em nenhum sebo.
E o Dicionário do Houaiss eletrônico? Já pensou em baixá-lo? Pode fazê-lo também, e há outros de termos de informática, de figuras, etc.
Há livros de contos, livros eróticos - daquele tipo que faz você enlouquecer um homem em 4539 lições, e por aí vai.


http://www.viciadosemlivros.blogspot.com/

http://www.tocadacoruja.net/forum/index.php

Você primeiro se inscreve no site, e até pode entrar nestes chatos foruns de conversa em que se fala do plantio de abobrinhas.
Por hoje é só, mas em breve teremos novidades!


Minha filha Anginha foi quem mandou este, Anginha é uma gracinha!
Boas buscas. Mas não esperem uma enciclopédia de novidades. Apenas dá para o gasto.
Buenas.




quarta-feira, 23 de julho de 2008

LIVROS NA MESA - JULHO DE 2008

Meus amigos queridos,

O dia é sábado!
Lembram-se daquela poesia do Vinícius? Neste momento há um casamento, o dia é sábado!

Poisé, chegou o nosso
LIVROS NA MESA,

naquele lugar bonito e cheio de gente passando...

O Museu da República,

e mais uma vez nossa queridíssima Suzanita Bacana estará lá abrilhantando os salões,
fazendo a tradicional troca de livros,
cada um leva seus livros para serem trocados por outros,
mas não pode levar aquele livro chato e empoeirado de abandono senão ninguém troca,
o pessoal é tinhoso, malandro, esperto,
estão pensando o quê?
Eles não gostam de Sidney Sheldon, Paul Rabbit ou de livros de auto-ajuda, só livros que te digam alguma verdade,
mesmo sendo uma ficção,
mas então.

Depois, uma palestra polêmica sobre um tema idem:

"QUEM AMA LITERATURA NÃO ESTUDA LITERATURA"

pelo professor Joel Rufino dos Santos, que lançou lá mesmo este livro há alguns meses.
Este ensaio foi desenvolvido durante o último ano de suas aulas acadêmicas na UFRJ, professor que foi de Literatura durante 25 anos. Uma vida.

Venham conhecer este grande professor, escritor e historiador, ele é uma pessoa maravilhosa, e estará lá, falando para nos encantar, falando por que acha que quem ama Literatura não precisa estudá-la. Você saberia dizer por quê?

Sábado, 10h30 às 11h30 - TROCA DE LIVROS
11h30 - PALESTRA

Museu da República
Rua do Catete,153 - Catete.

Recomendo com 5 estrelas!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

DIRETO DA JULIANO MOREIRA PARA O MUNDO!

Buenas.
Hoje o assunto é quente. Avaliem.

"eu sou Stela do Patrocínio
bem patrocinada
estou sentada numa cadeira
pegada numa mesa nega preta e crioula

eu sou uma nega preta e crioula
vim de importante família
de cientistas, de aviadores
de criança precoce prodígio poderes
milagre mistério

comecei a existir
com quinhentos milhões e quinhentos mil anos
logo de uma vez, já velha
eu não nasci criança
nasci já velha
depois é que eu virei criança"

Stela do Patrocínio

Esta grata surpresa foi mandada por Rodrigo Villas-Bôas, direto de Barcelona, como ele diz para Tothom (todo mundo...)

Uma trajetória poética em uma instituição psiquiátrica

* Stela do Patrocínio foi, em toda sua vida adulta, uma interna de hospitais psiquiátricos.
* Aos 21 anos, foi internada no hospital Pedro II.
* Diagnóstico: "personalidade psicopática mais esquizofrenia hebefrênica, evoluindo sob reações psicóticas". Vinha da quarta Delegacia de Polícia.
* Quatro anos depois, foi transferida para a Colônia Juliano Moreira, onde viveu até sua morte, 26 anos depois.
* Gostava de falar e de escrever em papelão.
* Mas sempre foi uma voz excluída: negra, pobre, sem família, nunca possuiu a chance de ser ouvida pelo mundo. Isto começou a mudar em meados dos anos 1980, durante o movimento chamado Reforma Psiquiátrica, quando teve sua fala gravada em fitas cassetes por um grupo de estagiárias.
* Já naquela época, chamou a atenção pela poeticidade e força que continha.
* Agora, quinze anos depois, esta fala é pela primeira vez publicada em livro, 2002 (Azougue Editorial em parceria com o Museu Bispo do Rosário), possibilitando o alcance do grande público. Foi indicada ao Prêmio Jabuti de 2002.


É dito: pelo chão você não pode ficar
Porque lugar da cabeça é na cabeça
Lugar de corpo é no corpo

Pelas paredes você também não pode
Pelas camas também você não vai poder ficar
Pelo espaço vazio você também não vai poder ficar
Porque lugar da cabeça é na cabeçaLugar de corpo é no corpo

*

Olha quantos estão comigo
Estão sozinhos
Estão fingindo que estão sozinhos
Para poder estar comigo

*

Eu já fui operada várias vezes
Fiz várias operações
Sou toda operada
Operei o cérebro, principalmente
Eu pensei que ia acusar
Se eu tenho alguma coisa no cérebro
Não, acusou que eu tenho cérebro
Um aparelho que pensa bem pensado
Que pensa positivo
E que é ligado a outro que não pensa
Que não é capaz de pensar nada e nem trabalhar

Eles arrancaram o que está pensando
E o que está sem pensar
E foram examinar esse aparelho de pensar e não pensar
Ligados um ao outro na minha cabeça, no meu cérebro

Estudar fora da cabeça
Funcionar em cima da mesa
Eles estudando fora da minha cabeça
Eu já estou nesse ponto de estudo, de categoria

*

Eu não queria me formar
Não queria nascer
Não queria formar forma humana
Carne humana e matéria humana
Não queria saber de viver
Não queria saber da vida
Eu não tive querer
Nem vontade para essas coisas
E até hoje eu não tenho querer
nem vontade para essas coisas

*

Não sou eu que gosto de nascer
Eles é que me botam para nascer todo dia
E sempre que eu morro me ressuscitam
Me encarnam me desencarnam me reencarnam
Me formam em menos de um segundo
Se eu sumir desaparecer eles me procuram onde eu estiver
Pra estar olhando pro gás pras paredes pro teto
Ou pra cabeça deles e pro corpo deles

*

Eu sobrevivi do nada, do nada
Eu não existia
Não tinha uma existência
Não tinha uma matéria
Comecei existir com quinhentos milhões e quinhentos mil anos
Logo de uma vez, já velha
Eu não nasci criança, nasci já velha
Depois é que eu virei criança
E agora continuei velha
Me transformei novamente numa velha
Voltei ao que eu era, uma velha

*

Eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo
Eu era ar, espaço vazio, tempo
E gazes puro, assim, ó, espaço vazio, ó
Eu não tinha formação
Não tinha formatura
Não tinha onde fazer cabeça
Fazer braço, fazer corpo
Fazer orelha, fazer nariz
Fazer céu da boca, fazer falatório
Fazer músculo, fazer dente

Eu não tinha onde fazer nada dessas coisas

Fazer cabeça, pensar em alguma coisa
Ser útil, inteligente, ser raciocínio
Não tinha onde tirar nada disso
Eu era espaço vazio puro

*

Não deu tempo
Eu estava tomando claridade e luz
Quando a luz apagou
A claridade apagou
Tudo ficou nas trevas
Na madrugada mundial
Sem luz


* Em suas falas poéticas ela conseguia estabelecer uma linguagem própria que, apesar do seu isolamento, transbordava, repleta de lucidez.
* No início sua fala parece crua, ríspida. Só aos poucos é que suas palavras adquirem sutilezas. Palavras capazes de retirar a loucura do espaço de opacidade e de estranheza ao qual ela foi confinada pelo homem moderno.
* A fala de Stela abala as superfícies lineares e automáticas, ameaçando a nossa lógica racional. Visibilidades surpreendentes de algo que não enxergamos muito bem, na tênue fronteira da loucura como uma outra possibilidade de pensamento.

Trechos do livro: Reino dos bichos e dos animais é o meu nome",

STELA DO PATROCÍNIO
Hoje a Estação das Letras faz uma pequena homenagem a ela.

terça-feira, 15 de julho de 2008

PIOR DESCRIÇÃO DE SEXO

Mailer ganha prêmio por pior descrição de sexo

Mailer foi o primeiro escritor a receber o prêmio depois de morto
O escritor americano Norman Mailer, morto no início deste mês, foi o vencedor do prêmio 'Bad Sex in Fiction Award', pela pior descrição de um ato sexual na literatura de ficção em inglês.


Mailer foi agraciado com o prêmio, distribuído pela revista de literatura britânica The Literary Review, por um trecho de sua última obra, The Castle in the Forest, ainda sem tradução no Brasil.

O trecho descreve uma cena de sexo oral mútuo - a posição conhecida como “69” - entre um casal.

O objetivo do prêmio, segundo a revista é "chamar a atenção para uso de trechos com descrições sexuais redundantes, de mau gosto, grosseiras e freqüentemente superficiais em livros modernos".

Quatrocentos convidados brindaram à memória de Mailer na cerimônia de premiação, na terça-feira à noite, em Londres.

A ocasião também foi usada para homenagear o renomado escritor e a riqueza e variedade de seu trabalho.

"Nós temos certeza de que ele teria recebido o prêmio com bom-humor", disseram os juízes.

Fragmento do trecho
...Klara trocou a cabeça pelos pés e pôs sua parte mais inominável sobre a boca ofegante e o nariz dele, e colocou o velho peão cansado dele dentro de sua boca. Ele estava agora mole como um pedaço de excremento...


Norman Mailer, em 'The Castle in the Forest'

A escritora Jeanette Winterston, que esteve na Flip, a Festa Literária de Parati, e o ator David Thewlis estavam entre os indicados.

Thewlis, que faz o papel de Remo Lupin na série de filmes Harry Potter, foi indicado ao prêmio por um trecho de seu livro de estréia, The Late Hector Kipling.

Winterson esteve na lista de indicados deste ano pelo trecho com cena de sexo em seu livro The Stone Gods.

A lista ainda incluía trechos dos livros Girl Meets Boy de Ali Smith, Apples, de Richard Milward, Absurdistan, de Gary Shteyngart, Will de Christopher Rush e The Nature of the Monsters, de Clare Clark.

No passado, autores como Sebastian Faulks, A.A. Gill e Tom Wolfe foram "premiados" pela má literatura. Wolfe foi um dos poucos escritores que preferiu não receber pessoalmente o prêmio.

Paulo Coelho foi indicado em 2003 pelo livro 11 Minutos, mas foi 'derrotado' pelo escritor indiano Aniruddha Bahal pelo trecho de seu livro Bunker 13.

Tanto esta, como a notícia anterior, tirei da BBC.